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Postado em 30 de Maio às 17h04

VIDA MEDICALIZADA: saiba mais em uma sequência especial de vídeos

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Diocese de Chapecó/SC Durante toda a história da humanidade a utilização de substâncias que possuem finalidades terapêuticas, especialmente no alívio de sintomas físicos e psíquicos, esteve...

Durante toda a história da humanidade a utilização de substâncias que possuem finalidades terapêuticas, especialmente no alívio de sintomas físicos e psíquicos, esteve presente. Na atualidade, porém, esse uso vem aumentando de modo significativo e indiscriminado. Assim, considera-se importante lembrar que a utilização de medicamentos não é isenta de efeitos adversos ou colaterais, pois, como dizia Paracelso, “a diferença entre um remédio e um veneno está apenas na dosagem”.

O uso de medicamentos pode se dar por prescrição médica ou pela prática da automedicação (esta responsável por 25% dos casos de intoxicação no país). Os dados nacionais revelam números assustadores. O Brasil está em segundo lugar na utilização de RITALINA®, medicamento prescrito no transtorno de déficit de atenção e hiperatividade na infância. Apresentou um crescimento acentuado na venda de fármacos antidepressivos e ansiolíticos (aproximadamente 49% nos últimos quatro anos) e só a comercialização do clonazepam (nome genérico do RIVOTRIL®) ultrapassou a quantidade de 24 milhões de comprimidos em 2016.

Podemos, a partir desta realidade, refletir sobre a seguinte questão: Estamos diante de uma epidemia de diagnósticos de depressão? Neste sentido, a definição da Organização Mundial da Saúde nos auxilia a compreender que a “saúde mental não é simplesmente a ausência de doença ou enfermidade, mas um estado de completo bem-estar físico, mental e social”.
As perturbações mentais têm a sua base no cérebro, mas são influenciadas, assim como as doenças físicas, por uma combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Afetam pessoas de todas as idades, em todos os países, causando sofrimento tanto às famílias e às comunidades, quanto aos indivíduos.

O aumento do número de doentes está relacionado ao envelhecimento da população, ao agravamento dos problemas sociais e à desestabilização civil. Os transtornos mentais representam quatro das dez principais causas de incapacidade em todo o mundo, e esse crescente ônus representa um custo enorme em termos de sofrimento humano, incapacidade e prejuízos econômicos.

Atualmente, os psicofármacos (medicamentos controlados) se tornaram uma panaceia no enfrentamento de qualquer mal-estar da sociedade, dos sofrimentos e das situações trágicas da vida. Qualquer pequena alteração pode ser “aliviada” com o uso de pílulas coloridas, substituindo qualquer reflexão do indivíduo às suas dores e angústias. No entanto, a medicalização não deve ser vista como um evento isolado, e sim, um conjunto de práticas que culminam na utilização do medicamento como uma resolução mágica e rápida de qualquer problema da existência humana.

Neste sentido, diante do uso de tantos medicamentos, alguns questionamentos são deixados como desafio para reflexão da temática:

Estamos mais felizes? Somos mais saudáveis? Vivemos melhor?

Confira abaix uma sequência de três vídeos explicativos sobre esta temática:

 


Ana Cristina Acorsi
Farmacêutica Docente dos Cursos da Área de Ciências da Saúde da Unochapecó

 

Medicalização - Vídeo 01

Medicalização - Vídeo 02

Medicalização - Vídeo 03

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