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Postado em 15 de Junho às 11h21

SEMINÁRIOS DA TERRA E DA CIDADE REACENDEM A ESPERANÇA

Destaque (19)
Diocese de Chapecó/SC A Frente do Campo e da Cidade, composta por vários movimentos, organizações e pastorais sociais da Paróquia São Miguel Arcanjo de São Miguel do Oeste – SC, no dia 06...

A Frente do Campo e da Cidade, composta por vários movimentos, organizações e pastorais sociais da Paróquia São Miguel Arcanjo de São Miguel do Oeste – SC, no dia 06 de junho realizou o 10º Seminário da Terra, na comunidade da Linha Fátima, e 12º Seminário da Cidade, no Salão Paroquial, com o tema: “Lutar pela vida reconquistando direitos”.

Iniciou-se com místicas, cenários e vivências da realidade vivida no campo e na cidade, iluminados pela Palavra de Deus (Mateus 5,1-12 e Isaías 46,10-15). Houve a presença de número bem significativo de lideranças e participantes. Fez-se presente como assessor o professor Antônio Inácio Andriolli, vice-reitor da Universidade Federal Fronteira Sul, Campus Chapecó – SC, fazendo uma análise de conjuntura da realidade do momento atual de despolitização causando a desconstrução de direitos e paralisando o país. Reforçou a importância da organização do povo a fim de não perdermos direitos que, há mais de quarenta anos, foram conquistados com luta pelos nossos avós e nossos pais. Nossa geração usufrui dessas conquistas, mas não temos a garantia de que eles continuem no futuro, devido à instabilidade política de agora, e não sabemos se poderemos deixar isso aos nossos filhos e às futuras gerações.

Então, está mais do que na hora de ficarmos resistentes e organizados, a fim de garantir vida digna e reconquistar direitos. O assessor fez várias provocações levando a assembleia a pensar e encontrar meios e alternativas de mudanças. No Seminário da Terra Andriolli falou muito sobre a importância de os camponeses produzirem alimentação saudável, para si e para os outros, e alertou sobre os malefícios dos agrotóxicos. Também frisou sobre a importância do campo garantir suas sementes e não se tornar dependente do agronegócio, e que mantenha a luta para permanecer no campo.

Ali, ao menos, o camponês terá alimentos, porque produz, mesmo que o agronegócio lhe dificulte vender sua produção na cidade. Todo camponês é um ambientalista, cuida da terra e de água, enfim, da natureza.

Durante os Seminários houve momento da interação com questionamentos e colocações. Um dos momentos fortes foi a mesa da partilha com a bênção dos alimentos e a grande  generosidade dos participantes em partilhar aquilo que possuem e produzem (sementes, mudas, produtos confeccionados, sabão, detergente, vinagre, mel, pão, cuca, biscoito, melado). Ficou estampada a alegria em compartilhar aquilo que produzimos, fazendo trocas.

Ir. Angelina Marttini

São Miguel do Oeste

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