Aba 1

Postado em 06 de Março de 2018 às 17h16

Reacender em nós o FOGO DA PÁSCOA!

Diocese de Chapecó/SC “Mas alguns acreditaram e deram testemunho.” Jesus Cristo ressuscitou. Somos filhos e filhas da Ressurreição. Jesus venceu a morte e o pecado e vive para sempre junto à nossa comunidade...

“Mas alguns acreditaram e deram testemunho.”

Jesus Cristo ressuscitou. Somos filhos e filhas da Ressurreição. Jesus venceu a morte e o pecado e vive para sempre junto à nossa comunidade e a cada um de nós. É Páscoa do Senhor. Celebremos com alegria. Aleluia!

Sempre gostei dessa pergunta: qual é a atitude da comunidade cristã diante da Ressurreição? Confusão? Angústia? Medo? Fé?... Como reagiram as primeiras testemunhas da Ressurreição do Senhor? As mulheres correm ao sepulcro e ficam confusas. Voltam e contam aos apóstolos. Pedro e João vão ao sepulcro para certificarem-se. João corre mais que Pedro, de uma forma mais decidida, ele compreende os sinais: “entrou no sepulcro, viu e acreditou”. O que é que viu? O sepulcro vazio, o lençol guardado ao lado da pedra, sinais. Quem crê entende, e quem não crê não entende. (Cf. Jo 20,1-18).

Assim é a vida. Já encontramos pessoas que não creem em nada, nem em Deus, menos na Ressurreição. O túmulo vazio não é capaz de suscitar por si só, a fé na ressurreição. É preciso fazer a experiência do encontro pessoal com o Senhor.

A Páscoa não começou como uma experiência de pura alegria, ao contrário, os diferentes personagens, diante do túmulo, vazio encontraram motivos para a confusão, insegurança e angústia. Mas alguns acreditaram e deram testemunho.

Na nossa vida, muitas vezes antes de encontrar a Cristo Ressuscitado, nos encontramos com a experiência do sepulcro vazio, e sentimos insegurança, confusão, medo. Às vezes, nos parece que tudo está perdido; ou que essa vida é sem sentido; que a morte é um fracasso; que somente há problemas, que nada mais vale a pena ou que os ideais que tínhamos eram ilusões. Assim se sentiam os discípulos na primeira manhã de Páscoa. Até se encontrar com o Senhor Ressuscitado.

Na sua mensagem para a quaresma deste ano de 2018, inspirado na afirmação de Jesus: “Devido a crescente iniquidade, vai resfriar o amor de muitos” (Mt 24,12), Papa Francisco nos lembra alguns sinais indicadores de que o amor corre o risco de resfriar e se apagar em nós.
Diz o Santo Padre: “O que apaga o amor é, antes de mais nada, a ganância do dinheiro, «raiz de todos os males» (1 Tm 6,10); depois dela, vem a recusa de Deus e, consequentemente, de encontrar consolação n’Ele, preferindo a nossa desolação ao conforto da sua Palavra e dos Sacramentos. Tudo isto se permuta em violência que se abate sobre quantos são considerados uma ameaça para as nossas «certezas»: “o bebê nascituro, o idoso doente, o hóspede de passagem, o encarcerado, o estrangeiro, mas também o próximo que não corresponde às nossas expectativas”.

Em outra dimensão, a própria criação é testemunha silenciosa deste resfriamento do amor: a terra está envenenada por resíduos lançados por negligência e por interesses; os mares, também eles poluídos, devem infelizmente guardar os despojos de tantos náufragos das migrações forçadas (...). E por fim, não podemos esconder que o amor se resfria também nas nossas comunidades, assim como elencados na Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, os sinais mais evidentes desta falta de amor: “a acedia (adaptação) egoísta, o pessimismo estéril, a tentação de se isolar empenhando-se em contínuas guerras fratricidas, a mentalidade mundana que induz a ocupar-se apenas do que dá nas vistas, reduzindo assim o ardor missionário”.

Se por vezes parece apagar-se em muitos corações o amor, este não se apaga no coração de Deus! Ele sempre nos dá novas ocasiões, para podermos recomeçar a amar. É a força que nasce do fogo da Páscoa, afirma Francisco.

E quando nos encontramos com Jesus, o Cristo vivo, ressuscitado, então voltamos a viver, voltamos à família, voltamos à igreja e ocupamos o lugar que estava vazio, como o sepulcro, por muito tempo esperando por nós. Depois desse encontro com Deus nos animamos e nos transformamos em discípulos missionários e anunciadores, como Pedro e João, da nova notícia: Jesus ressuscitou e está vivo no meio de nós.

Portanto, PÁSCOA é renascimento, é recomeço, é crer na vida que vence a morte. É ver que hoje sou melhor do que ontem. É ser capaz de mudar. É dizer sim ao amor e à vida! A vitória será sempre da vida. A última palavra será: RESSURREIÇÃO!

Enfim, Páscoa é recomeço, é dar uma nova chance e aceitar que Jesus transforme em nós aquelas realidades que necessitam de uma sacudida, de uma transformação, de um novo começo.

Em Cristo, somos todos irmãos! Construtores da PAZ e gestores da FRATERNIDADE.

A todos meus sinceros votos de uma Feliz, Santa e Verdadeira Páscoa!
Dom Odelir José, MCCJ



 

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