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Postado em 06 de Junho às 11h16

Palavra do Bispo - Junho 2019

Mensagem (12)Destaque (36)

O caminho que as novas Diretrizes propõem à Igreja no Brasil

Diocese de Chapecó/SC O caminho que as novas Diretrizes propõem à Igreja no Brasil As novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o próximo quadriênio (2019 a 2023), após intenso...

As novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o próximo quadriênio (2019 a 2023), após intenso processo de debate e acréscimos dos bispos, foram aprovadas na manhã do dia 6 de maio pelos participantes da 57ª Assembleia Geral, em Aparecida (SP).
O que aparece como característica central nessas Diretrizes é mais uma vez um novo chamado de retorno às fontes para olhar a experiência das primeiras comunidades e, inspirados por elas, formar, no hoje da história e na realidade urbana, comunidades eclesiais missionárias. Que essas comunidades eclesiais missionárias tenham jeito de casa, de acolhida, não uma coisa estática de paredes simplesmente, ou da estrutura física. Mas, acima de tudo, as diretrizes falam de um jeito de ser, de uma postura que lembre e evoque a ideia da casa que acolhe, que é espaço de alegria, ternura e misericórdia.

Os Quatro Pilares:


A casa é o lugar onde as pessoas são identificadas pelo nome, são reconhecidas e onde têm história. Na proposta das Diretrizes a casa é sustentada por quatro pilares essenciais: a) a Palavra de Deus e a iniciação à vida cristã; o pilar do Pão, que é a casa sustentada pela liturgia e sobre a espiritualidade; o pilar da Caridade, que é a casa sustentada sobre o acolhimento fraterno e sobre o cuidado com as pessoas, especialmente as mais frágeis, excluídas e invisíveis; o pilar da Missão, porque é impossível fazer uma experiência profunda com Deus na comunidade eclesial que não leve, inevitavelmente, à vida missionária.
A realidade urbana, fragmentada, carregada de luz e de sombras, mas também cheia de potencialidades, é definida muito mais do que um lugar social geográfico, mas como uma mentalidade e cultura. Nesta realidade a Igreja é convidada a ser presença como comunidade eclesial missionária.
As diretrizes apontam, portanto, para um rumo muito bonito, porque partem de uma perspectiva de encontro com Deus e com os irmãos e irmãs, numa dinâmica de acolhida, de portas abertas, de ir ao encontro, de espera e acolhida ativa para formar as comunidades. As Igrejas e comunidades são convidadas, segundo o que propõem as novas diretrizes, a ser luzeiros no meio do mundo. As comunidades podem estar em qualquer lugar: no condomínio, numa praça, no trabalho, mas também nas paróquias, comunidades, nos colégios católicos, nas obras sociais e em muitos outros espaços.



Luzes para nossa Assembleia


As novas Diretrizes apontam para rumos e horizontes de avanço, de comprometimento apostólico e de empenho profético-transformador. Na verdade, a profecia não se dá apenas pela denúncia, embora seja fundamental hoje mais do que nunca, mas também pelo anúncio de um jeito novo de ser e de viver. Os rumos são os mais bonitos, basta a gente entrar nessa história e caminho.
Como Diocese de Chapecó nós já estamos trilhando esse caminho a partir do processo das Santas Missões Populares e encaminhamentos para a 10ª Assembleia Diocesana de Pastoral, conforme a proposta metodológica dos três grandes momentos: grupos de base (comunidades/paróquias), as pré-assembleias nas regiões pastorais e a etapa diocesana.
Presentemente estamos vivenciando o primeiro momento, tempo especial de ESCUTA da nossa realidade. É importante partir do nosso chão, da vida e da realidade concreta de nossa caminhada eclesial. Queremos tomar consciência de nossa real situação, as alegrias e avanços, fragilidades e desafios, mas também de nossos sonhos e esperanças. Assim, iluminados pelos 60 anos de nossa história e caminhada na fé, à luz da Palavra de Deus e das novas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, construiremos juntos, num processo de comunhão e participação, o nosso Plano Diocesano de Pastoral para o próximo quadriênio (2020 – 2024). Deus nos ilumine e acompanhe nessa fascinante empreitada. “Deixemo-nos guiar pela Luz do Senhor” (Is 2,5).



Mensagem do presidente da CNBB


E, para concluir, desejo partilhar com vocês as palavras de dom Walmor Oliveira, arcebispo de Belo Horizonte e presidente eleito da CNBB, em seu primeiro discurso como empossado, no mesmo dia em que comemorava 21 anos de sua ordenação episcopal. Ele saudou a Dom Giovanni D’Aniello, núncio apostólico do Brasil, assumindo o compromisso de buscar a comunhão com o Santo Padre, o Papa Francisco, de ser uma Igreja em saída, missionária e hospitaleira. O novo presidente da CNBB disse que não há nada melhor a oferecer à sociedade que o Evangelho de Jesus. Ele falou da beleza da vida de cada Igreja particular e das experiências dos bispos do Brasil. Segundo ele, a nova presidência assume consciente das dificuldades imensas e das complexidades quase indescritíveis, mas com a certeza de que é o Evangelho que ajuda a não só dar novas respostas para dentro da Igreja, mas também à sociedade. “Assumimos o compromisso de ser uma presença solidária. O que de fato vale é a fé desdobrada em amor”, disse.
Para no novo presidente, o coração da CNBB não é a sua sede em Brasília, mas a colegialidade efetiva entre seu episcopado. “O nosso plano mais importante é sermos discípulos de Cristo. Nosso programa é nos tornar discípulos e fazer discípulos o tempo todo, aprendendo no diálogo. Só faz discípulo quem também é discípulo.”, disse ele. Enfim, Dom Walmor ressaltou que todo o trabalho a ser feito, nas diversas frentes, tenha como fonte Jesus Cristo que é, segundo ele, o fundamento da colegialidade na Igreja no Brasil: “É hora de uma resposta nova porque o Senhor da vida nos envia e nos conduz. O Evangelho de Jesus Cristo é o ouro de nossa vida e de nosso trabalho missionário”, disse.


Dom Odelir José Magri, MCCJ
Bispo diocesano de Chapecó

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