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Postado em 26 de Julho às 15h15

Palavra do Bispo - Agosto 2019

Destaque (36)

Despertar uma Cultura Vocacional nas nossas paróquias e comunidades

Diocese de Chapecó/SC Despertar uma Cultura Vocacional nas nossas paróquias e comunidades De 10 a 14 de julho de 2019, em Santo Antônio da Patrulha, diocese de Osório (RS), realizou-se o 3º. Congresso Missionário Nacional...

De 10 a 14 de julho de 2019, em Santo Antônio da Patrulha, diocese de Osório (RS), realizou-se o 3º. Congresso Missionário Nacional de Seminaristas, em sintonia com o Mês Missionário Extraordinário, de outubro de 2019. Teve como tema: “Batizados e enviados, a Igreja de Cristo em missão no mundo”, e o lema: “Sereis minhas testemunhas [...] até os confins da terra” (At 1,8).


Do mesmo modo, a Igreja do Brasil se prepara para celebrar o IV Congresso Vocacional, a ser realizado entre os dias 05 a 08 de setembro próximo, no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, com o tema: “Vocação e Discernimento”. Para realizar a obra do discernimento, os jovens e adolescentes precisam do acompanhamento de todas as forças vivas da comunidade de fé: animadores vocacionais e juvenis, familiares e amigos, lideranças e coordenações da comunidade, padres e leigos aptos e disponíveis a realizar o trabalho que a obra exige.


Foi com esse mesmo espírito que a nossa Diocese aderiu recentemente ao projeto “Cada comunidade uma nova vocação” como uma ação evangelizadora, fundamentada no Evangelho: “Pedi ao Senhor da messe que envie operários para a sua messe” (Mt 9,38). Todas essas iniciativas visam a fortalecer uma cultura vocacional na Igreja, despertar as mais variadas vocações e criar um ambiente positivo nas nossas comunidades no que se refere às vocações, além de apoiar e sustentar espiritualmente aos que já responderam ao chamado de Deus.


Ao refletirmos sobre o Serviço de Animação Vocacional, ou propriamente a Pastoral Vocacional, depressa somos levados erroneamente a pensar que a mesma se reduz ao serviço de promover as vocações específicas: sacerdotais, religiosas e missionárias. O trabalho vocacional é muito mais amplo e exigente, pois indica que se deve percorrer um longo itinerário vocacional que começa no batismo de todo cristão, e que a primeira vocação à qual somos chamados é à vida.


Toda vocação nasce a partir do batismo, como já afirmavam as reflexões do 2º. Ano Vocacional do Brasil (2003). E como toda vocação nasce do batismo, ela deve ser cultivada no seio da família e da comunidade eclesial, que tem a missão de ajudar na confirmação e fortalecimento de cada vocação. Por isso, toda vocação exige cultivo, terreno fértil, oração na família e na comunidade, de modo que todas as vocações encontrem seu lugar e sua missão. Pelo batismo somos chamados a ser “discípulos missionários de Jesus Cristo em favor da vida”, já nos recordou a Conferência de Aparecida.


Na Exortação Apostólica “Pastores Dabo Vobis” (cf. PDV, 34), de João Paulo II, lemos: “O cuidado que a Igreja deve ter com as vocações não é uma simples parte de uma pastoral global, mas uma dimensão conatural e essencial de toda a evangelização”. O sentido da animação vocacional é um dever de toda a comunidade cristã, a qual, pelo testemunho de uma vida plenamente cristã, se torna mediadora da vocação divina (cf. OT, 2). Dentro desta perspectiva, a paróquia e todas as comunidades a ela ligadas devem se comprometer com o serviço de animação vocacional, animados pela Equipe Vocacional Paroquial que é a locomotiva de frente nesse serviço.


A animação vocacional procura incentivar a ação de toda a Igreja, de toda a comunidade e de suas pastorais e movimentos eclesiais afins, no sentido de mediar o chamado divino dirigido a todas as pessoas. É preciso insistir e desenvolver uma atividade vocacional permanente. E, nesse sentido, quero reconhecer com alegria a bonita experiência que estamos vivendo de rezar constantemente pelas vocações: em todos os eventos de Igreja, reuniões de pastorais, grupos, movimentos eclesiais e serviços que incluem a oração de uma dezena do rosário pelas vocações, em sua abertura ou conclusão. O empenho nesse sentido dos ministros extraordinários da comunhão eucarística, das zeladoras de capelinhas, do Apostolado da Oração e outros grupos, todos chamados a serem os guardiões da oração pelas vocações. Sem esquecer o maravilhoso compromisso de catequistas e catequizandos que levam a capelinha para suas casas e em família rezam pelas vocações.


Enfim, quando o bispo e os padres se tornam os primeiros animadores vocacionais, a Diocese e as paróquias passam a redescobrir o valor e a importância de rezar, cuidar e promover as vocações. Isso é o que chamamos promover uma “cultura vocacional”. Portanto, uma paróquia toda “vocacionalizada” será uma paróquia onde as pessoas terão o prazer de participar na alegria e colaborar com entusiasmo nos vários serviços e ministérios. Uma pastoral, ou movimento eclesial, que tem a consciência vocacional do chamado divino gera testemunho de vida, amplia a ação pastoral, atrai e cultiva as vocações específicas para o sacerdócio presbiteral, para a vida consagrada, para a família e para os ministérios leigos.


Eu acredito e sei que você também acredita no projeto: “em cada comunidade novas vocações”. Assim sendo, na alegria do Jubileu de 60 anos de nossa Diocese, vamos juntos vestir essa camisa, abraçar e fortalecer sempre mais a Pastoral Vocacional. “Mostra-nos, Senhor, os teus caminhos” (Sl 25,4).

Dom Odelir José Magri, MCCJ
 

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