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Postado em 26 de Março às 14h28

Palavra do Bispo - Abril 2019

Mensagem (14)Diocese (26)
Diocese de Chapecó/SC Semana santa: abrir as portas do nosso coração Mas que significa viver a Semana Santa para nós? É acompanhar Jesus no seu caminho rumo à Cruz e à...

Semana santa: abrir as portas do nosso coração


Mas que significa viver a Semana Santa para nós? É acompanhar Jesus no seu caminho rumo à Cruz e à Ressurreição. Em sua missão terrena, ele falou a todos, sem distinção; aos grandes e aos humildes trouxe o perdão de Deus e sua misericórdia, ofereceu esperança, consolou e curou. Foi presença de amor. Na Semana Santa, vivemos o vértice da caminhada de Jesus, que se entregou voluntariamente à morte para corresponder ao amor de Deus Pai, em perfeita união com sua vontade, para demonstrar o seu amor por nós.
O Papa então perguntou: Que tudo isso tem a ver conosco? Significa que esta é também a minha, a tua, a nossa caminhada. Viver a Semana Santa seguindo Jesus quer dizer aprender a sair de nós mesmos, ir ao encontro dos outros, ir às periferias da existência, encontrar, sobretudo, os mais distantes, os que mais necessitam de compreensão, de consolação, de ajuda.
A Semana Santa é um tempo de graça que o Senhor nos doa para abrir as portas do nosso coração, da nossa vida, das nossas paróquias, das comunidades, dos movimentos, das associações, e ‘sair’ ao encontro dos outros para levar a luz e a alegria da nossa fé, um raio de amor do Senhor. Sair sempre! E isso com o amor e a ternura de Deus, no respeito e na paciência.
Portanto, a lógica da Semana Santa é a lógica do amor e do dom de si mesmo, que exige deixar de lado as comodidades de uma fé cansada e rotineira para levar Cristo aos demais. Viver a Semana Santa seguindo Jesus significa aprender a sair de nós mesmos para ir ao encontro dos demais, até as periferias da existência. (Papa Francisco, no início de seu pontificado)

Jesus é a nossa Páscoa: testemunhas da ressurreição


Lemos nos Evangelhos que a luz do Ressuscitado dissipou o desânimo, o medo e a incerteza dos corações dos discípulos depois de terem suas esperanças crucificadas com Jesus. Iluminados pela ressurreição, não mais O choravam entre os mortos, mas anunciavam Suas palavras de Vida Eterna. Impulsionados pela certeza da vitória sobre a morte, transfiguravam suas dores em alegria (cfr. Jo 16, 16-20).
Quando olhamos para o nosso mundo, nossa sociedade, feridos e cansados pelo ódio e violência gerados por tantas injustiças, reflexo do fechamento dos corações à proposta renovadora do Amor misericordioso de Deus, somos levados a perceber os sinais do antigo domínio da morte e do pecado. O mundo está cheio de pessoas que sofrem no corpo e no espírito. As notícias diárias relatam o crescimento assustador da violência, da exclusão e tantas situações que ferem a dignidade humana. Populações inteiras são submetidas a provas desumanas de perversidade, consequências da ganância doentia de alguns e de interesses pessoais ou de grupos organizados. Prova disso foram os recentes crimes cometidos por mineradoras em Mariana e Brumadinho - MG.
É necessário que a luz do Ressuscitado espalhe o seu brilho sobre assas situações de morte e de sombras em nossa sociedade. Diria Papa Francisco: “Não deixemos que nos roubem a esperança”. A ressurreição não é um fato encerrado na história e que fica apenas na memória dos discípulos. Ela provoca nos discípulos de Jesus, de todos os tempos, uma consciência missionária ainda mais apaixonante, cujos frutos rompem as barreiras do tempo e da história, fazendo germinar a atitudes de paz, justiça e fraternidade.
Todos nós batizados, discípulos e missionários de Jesus, precisamos crescer na consciência de que somos hoje as testemunhas do Ressuscitado, levando a todos a alegria e a esperança da Vida Nova.
Na Vigília Pascal, o Papa Francisco convocou o povo a não silenciar a ressurreição nestes tempos difíceis. Pois, é este anúncio que sustenta a esperança e a transforma em gestos concretos de caridade.
Aqueles que foram alcançados pela Páscoa do Senhor têm a missão de torná-la acessível aos irmãos e irmãs que vivem numa realidade marcada pelo pecado e a morte. Manifestando com o próprio testemunho a vivência do mandamento do Amor, saindo de si ao encontro dos outros, buscando novos caminhos de superação da violência, promovendo a dignidade e permanecendo junto de quem a vida feriu. “Não fujamos da ressurreição de Jesus; nunca nos demos por mortos, suceda o que suceder” (Evangelii Gaudium, 3).
Os discípulos fizeram a sua parte. Agora, o convite é dirigido a todos nós: anunciar Cristo Ressuscitado lá onde nos encontramos, naquilo que somos e fazemos. A saída missionária exige profunda conversão, pois é um processo pascal que implica vida, morte e ressurreição. Eu e você somos chamados a uma Páscoa que nos converta em discípulos e discípulas de Jesus ressuscitado, fonte e sustentação da verdadeira alegria.
Concretizamos a Vitória de Cristo em nosso mundo assumindo a cada dia práticas de justiça, de verdade e de misericórdia manifestadas no perdão e no amor. Celebramos e anunciamos a Páscoa do Senhor quando, como cristãos, participamos da construção de Políticas Públicas na defesa da vida, dos direitos, do bem comum e da justiça. (cf. CF 2019).
Com esses sentimentos, desejo que os votos de Feliz e Abençoada Páscoa cheguem a todos os corações, às famílias, especialmente aos enfermos, aos fiéis das paróquias e comunidades. Deus abençoe e esteja com todos/as a PAZ do Cristo Ressuscitado!

Dom Odelir José Magri, MCCJ
 

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