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Postado em 01 de Outubro de 2018 às 15h36

OUTUBRO 2018 – MÊS MISSIONÁRIO - ENVIADOS PARA TESTEMUNHAR O EVANGELHO DA PAZ

Geral (23)
Diocese de Chapecó/SC “Eu sou uma missão de Deus nesta terra e para isso estou neste mundo” Celebramos o mês missionário (outubro) com o tema: “Enviados para testemunhar o Evangelho da paz”, e com...

“Eu sou uma missão de Deus nesta terra e para isso estou neste mundo”

Celebramos o mês missionário (outubro) com o tema: “Enviados para testemunhar o Evangelho da paz”, e com o lema: “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8).
A reflexão que segue é inspirada num texto do Pe. Maurício Jardim, Diretor Nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM).

A missão é uma só e nasce no coração da Trindade. A missão é de Deus e Deus é missão. Ela nasce em nós pelo batismo e pelo encontro com Jesus Cristo que dá novo horizonte à nossa vida (cf. DAp 29). É um encontro apaixonante que transborda. “Missão é paixão por Jesus Cristo e simultaneamente paixão pelo seu povo” (Evangelli Gaudium, 268). Sem essa paixão, a missão fica reduzida e dispersa, saímos para muitas outras coisas, andando de um lado para o outro sem mística e sem ardor. Portanto, missão é questão de paixão e de identidade cristã.

Jesus convocou o grupo dos doze para que primeiro ficassem com Ele e depois os enviou a pregar (Cf. Mc 3,14). A primeira tarefa do missionário(a) é ficar com Ele para deixar-se conformar pela sua identidade. Desse encontro nasce a missão que não tem fronteiras. O envio é até os confins da terra, ou seja, até às periferias geográficas e existenciais. Ao sermos enviados, não anunciamos a nós mesmos e a nossos projetos, mas ao Evangelho, Boa Notícia de salvação para todos.

O Papa Francisco dá ênfase à dimensão existencial da missão: “Eu sou uma missão de Deus nesta terra, e para isso estou neste mundo” (EG, 273). Nesse sentido, a vida se torna missão e ser missionário/a está além de cumprir tarefas ou fazer muitas coisas. Está na ordem do ser. É existencial, toca a identidade, a essência e não se reduz a algumas horas do dia. E é, pois, nesse mesmo sentido que na Exortação Apostólica Gaudete et Exsultate (n.27) o Papa chega a afirmar: “Não é que a vida tenha uma missão, mas a vida é uma missão”.

Dentro dessa compreensão existencial da missão, o testemunho tem força eloquente. Paulo VI sublinha: “As pessoas de hoje escutam com mais boa vontade as testemunhas do que os mestres, e se escutam os mestres é porque eles são testemunhas”. E ainda: “Cada santo/a é uma missão por excelência” (Gaudete et Exsultate, 19). Por isso, o mês missionário sempre ressalta o valor do testemunho num mundo marcado por tantas formas de violência. Portanto, testemunhar o Evangelho da paz nos convida a ações concretas de misericórdia, nas realidades desfiguradas pela corrupção, pela fome e pelas injustiças.

A missão é sempre tarefa eclesial. Uma pessoa, grupo ou instituição não pode ter o monopólio da missão. A missão tem, portanto, cunho comunitário. Nossos conselhos missionários, em suas distintas composições (paróquia, diocese, regional e nacional) são convidados a caminhar juntos e a contribuir com a missão de Deus. Uma forma concreta de cooperar com a causa missionária é a oração e a oferta em favor da evangelização dos povos. Esta oferta foi instituída em 1926, pelo Papa Pio XI, tendo presente as grandes necessidades universais, no penúltimo domingo de outubro, conhecido como o Dia Mundial das Missões.

A contribuição de cada cristão nesse dia tem como finalidade a evangelização, animação e cooperação missionária. Dessa coleta, 80% são destinados a auxiliar atualmente 1.050 dioceses pobres nos “territórios de missão” e diversos projetos na África, Ásia, Oceania e América Latina. Os outros 20% são para a ação missionária no Brasil.
Que o Espírito Santo, protagonista da missão, faça-nos abraçar sempre mais a causa missionária que deve ser a primeira de todas as causas (cf. EG 15).

Dom Odelir José Magri, MCCJ

Bispo diocesano de Chapecó

 

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