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Postado em 20 de Março às 17h37

Orientações e Sugestões da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB para a Semana Santa 2021 em tempos de Pandemia

Destaque (82)

Orientações e Sugestões da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB para a Semana Santa 2021 em tempos de Pandemia

Diocese de Chapecó/SC Orientações e Sugestões da Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB para a Semana Santa 2021 em tempos de Pandemia Estamos nos aproximando do Tríduo Pascal, coração do Ano Litúrgico, no qual...

Estamos nos aproximando do Tríduo Pascal, coração do Ano Litúrgico, no qual celebramos os mistérios centrais da nossa fé cristã: a paixão-morte, a sepultura e a ressureição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Para retomar Santo Agostinho: “O tríduo do Crucificado, do Sepultado e do Ressuscitado”. Dois grandes momentos precedem o Tríduo: o Domingo de Ramos da Paixão do Senhor e a Missa do Crisma.

Novamente esta Semana Maior, a Semana Santa, será celebrada no contexto da pandemia da COVID – 19, que desde o ano passado nos obrigou a elaborar e adotar normas e práticas de segurança sanitárias que buscassem garantir a defesa e a conservação da vida de nossos fiéis, pelo cuidado com a não disseminação do vírus em nossas celebrações litúrgicas. Essas exigências sanitárias interferem de maneira extraordinária no modo de bem celebrarmos esses sagrados dias.

Nossa Comissão Episcopal para a Liturgia da CNBB, reunida virtualmente no último dia 10 de março, considerou importante oferecer aos irmãos Bispos, primeiros responsáveis pela vida litúrgica de suas Igrejas Particulares, algumas orientações e sugestões para a vivência e celebração da Semana Santa deste ano, levando sempre em consideração o que já foi apresentado anteriormente pela nossa própria Comissão, em 21 de maio de 2020 (https://www.cnbb.org.br/cnbb-envia-aos-bispos-do-brasil-orientacoes-liturgicopastorais-para-retorno-as-atividades/) e pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, em Nota publicada no dia 17 de fevereiro passado (https://www.vatican.va/roman_curia/congregations/ccdds/documents/rc_con_ccdds_do c_20210217_settimanasanta-2021_it.html).

Assim, apresentamos as sugestões que se seguem:


a) Procissões: previstas sempre em nossas programações da Semana Santa, devem, contudo, ser evitadas, visando a não aglomeração de fiéis e, consequentemente, não possibilitando possíveis riscos à saúde pública;
b) Domingo de Ramos: seja utilizada a segunda forma prevista pelo Missal Romano, dentro das igrejas, respeitando-se as orientações sanitárias e o percentual de capacidade do número de participantes. Os fiéis sejam previamente exortados a trazer seus próprios ramos de casa, uma vez que não devem ser distribuídos nas igrejas, evitando-se a entrega ou a troca destes. Pode também ser utilizada a terceira forma prevista no Missal Romano. Lembramos que, em ambas as formas a serem escolhidas, a leitura da Paixão do Senhor é prevista em todas as celebrações paroquias deste dia.
c) Missa do Crisma: seja celebrada, a juízo do bispo diocesano, na medida do possível, com uma representação de “pastores, ministros e fiéis”, na quinta-feira santa pela manhã ou em outro dia, preferencialmente ainda dentro do Tempo Pascal.
d) Missa da Ceia do Senhor: seja omitido o Rito do Lava-pés. Esse rito, quando realizado, requer a presença física de pessoas, homens e mulheres. Por isso, não deve ser substituído por nenhuma outra iniciativa, ideia ou representação que possa ferir o valor simbólico-sacramental deste gesto ritual. No final desta celebração, após a oração depois da comunhão, omita-se também a Transladação do Santíssimo Sacramento, que deve ser conservado no tabernáculo como de costume. Julgando-se oportuno, pode-se seguir um breve momento de oração em Vigília Eucarística individual, sem solenidades. “Não se pode fazer a exposição com o ostensório” (Paschalis Sollemnitatis, n. 55). O momento de adoração seja breve para se evitar a permanência dos fiéis dentro das igrejas por muito tempo.
e) Sexta-feira Santa: conforme orientação do Missal Romano (Sexta-feira da Paixão do Senhor, n. 12) o bispo pode autorizar ou determinar uma intenção particular. Repropomos a oração a ser novamente inserida na Oração Universal, como número X, antes de se rezar “Por todos os que sofrem provações”, conforme a seguir:

 

X. Pelos que padecem a pandemia do Covid-19
Oremos ao Deus da vida, salvação do seu povo, para que sejam:
consolados os que sofrem com a doença e a morte,
provocadas pela pandemia do novo coronavírus;
fortalecidos os que heroicamente têm cuidado dos enfermos;
e inspirados os que se dedicam à pesquisa de uma vacina eficaz.
Reza-se em silêncio. Depois o sacerdote diz:
Ó Deus, nosso refúgio nas dificuldades,
força na fraqueza e consolo nas lágrimas,
compadecei-vos do vosso povo que padece sob a pandemia,
para que encontre finalmente alívio na vossa misericórdia.
Por Cristo, nosso Senhor.

 

Para a Adoração da Santa Cruz, seja utilizada a genuflexão simples ou outro gesto apropriado, evitando a utilização do beijo ou qualquer outro contato físico: “o sacerdote toma a cruz e, de pé diante do altar, convida o povo em breves palavras a adorá-la em silêncio, mantendo-a erguida por um momento” (Missal Romano, Sexta-feira da Paixão do Senhor, n. 19).
f) Sábado Santo: dia de recolhimento. “Durante o Sábado Santo, a Igreja permanece junto do Sepulcro do Senhor, meditando a sua paixão e morte, a sua descida à mansão dos mortos (1Pd 3,19), esperando na oração e no jejum a sua ressurreição” (Paschalis Sollemnitatis, n. 73). Ajudarão a bem viver esse dia: a oração do Ofício Divino, uma Celebração da Palavra em família (conforme subsídio “Igreja em Oração” – Abril 2021, pág 44) ou outra oração da piedade popular como, por exemplo, a meditação das Sete Dores de Nossa Senhora ou a Via-sacra.
g) Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor – Vigília Pascal: a Solene Vigília Pascal seja celebrada conforme sua estrutura própria. Pode-se, porém, seguir algumas indicações particulares. 1) Celebração da Luz (primeira parte): pode-se, no local da celebração, acender o Círio Pascal (Missal Romano, Vigília Pascal, n. 13) e, imediatamente, as velas das pessoas que puderem participar presencialmente; em seguida, faz-se a Proclamação da Páscoa ou Exultet. 2) Liturgia da Palavra (segunda parte): sugerimos a proclamação do número reduzido dos textos bíblicos para se evitar o prolongamento da celebração, ou seja: “Leiam-se pelo menos três leituras do Antigo Testamento ou, em casos especiais, ao menos duas. A leitura do Êxodo, cap. 14, nunca pode ser omitida” (Missal Romano, Vigília Pascal, n. 21). Do Novo Testamento, leiam-se a Epístola e o Evangelho. 3) Liturgia Batismal (terceira parte): se não houver Batismo nem bênção de água batismal realiza-se apenas a Renovação das Promessas do Batismo. 4) Liturgia Eucarística (quarta parte): observe-se apenas a necessidade de se dar a comunhão na mão, sem realizar a saudação da paz.
h) Subsídio para a oração nos lares: como enfaticamente sugerido pela Nota do dia 17 de fevereiro, acima citada, convidamos aos fiéis a cultivar momentos de oração em família ou pessoalmente a partir de subsídios propostos pelas próprias dioceses e paróquias. Nossa Comissão, desde o ano passado, vem oferecendo semanalmente e oferecerá também para as celebrações da Semana Santa o subsídio “Celebrar em Família” que pode ser acessado no site: www.cnbb.org.br
i) Celebração do Sacramento da Penitência e Absolvição Geral: indicamos a Nota da Penitenciaria Apostólica, de 19 de março de 2020: https://www.vatican.va/roman_curia/tribunals/apost_penit/documents/rc_trib_appen_pro_20200319_decreto-speciali-indulgenze_po.html#NOTA.

Enfim, recordamos o que afirma a Nota da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos: “ainda estamos lidando com o drama da pandemia de Covid-19, que trouxe muitas mudanças até à forma habitual de celebrar a liturgia. Concebidas para tempos normais, as normas e diretrizes contidas nos livros litúrgicos não são inteiramente aplicáveis em tempos excepcionais de crise como estes. Portanto, o Bispo, como moderador da vida litúrgica na sua Igreja, é chamado a tomar decisões prudentes para que as celebrações litúrgicas se desenvolvam frutuosamente para o Povo de Deus e para o bem das almas que lhe são confiadas, no respeito da salvaguarda da saúde e das prescrições das autoridades responsáveis pelo bem comum”. Que a celebração do Mistério da Páscoa reafirme aquela esperança ousada que sabe olhar para além das comodidades pessoais, das pequenas seguranças e compensações que reduzem o horizonte, para se abrir aos grandes ideais que tornam a vida mais bela e digna’. Caminhemos na esperança!” (Fratelli Tutti, n. 55).


Paranaguá, 16 de março de 2021.

 

Dom Edmar Peron
Bispo de Paranaguá e
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da CNBB

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