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Postado em 27 de Maio às 17h06

Maria, a fiel discípula-missionária de Jesus

Mensagem (14)
Diocese de Chapecó/SC ?Fazei tudo o que Ele vos disser.? (Jo 2,5) Na Bíblia, todos os evangelistas, de acordo com a realidade da sua comunidade de fé, apresentam um retrato de Maria. Mas, todos eles nos apresentam Maria como...

?Fazei tudo o que Ele vos disser.? (Jo 2,5)

Na Bíblia, todos os evangelistas, de acordo com a realidade da sua comunidade de fé, apresentam um retrato de Maria. Mas, todos eles nos apresentam Maria como discípula e mensageira do Evangelho. Vamos voltar nossa atenção para Maria que é nossa mestra e modelo de discipulado, para que sejamos bons discípulos e mensageiros da Boa Nova de Jesus.
Marcos apresenta um retrato de Maria convidada para entrar na escola do seguimento de Jesus (Mc 9,7) e a proclamar a sua fé com valentia (Mc 6,7.13; 16,15). Logo depois de escolher os doze, Jesus sobe a montanha, lugar do encontro com o Pai, e aí cria uma nova família, a família dos seguidores, inclusive Maria, sua mãe é convidada a fazer parte deste discipulado tornando-se uma ?peregrina da fé?.


Mateus destaca Maria como mulher descendente do povo de Deus e sua ação é colaborar no cumprimento das Escrituras. ?Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho? (Is 7,14). Ela, mesmo no seu silêncio, tem uma missão especial a favor de Jesus, o Salvador do povo. Maria aparece como aquela mulher que vive plenamente o seguimento a Jesus e é fiel às exigências feitas por Ele: Maria ama a Jesus acima de tudo (Mt 10,37), Ela acompanha o Filho em todos os momentos, mesmo que lhe custe dor e sofrimento (Mt 10,38). Maria é capaz de perder tudo para manter-se unida a Jesus (Mt 10,39). Maria, com sua vida, sua obediência e sua proximidade junto a seu Filho, é a perfeita discípula e modelo de seguimento para todos nós.
Lucas apresenta outro retrato. Nele, Maria é uma mulher ativa, comprometida, que se oferece livremente para colaborar no plano da salvação, sentindo-se, ela mesma, discípula e serva do Senhor. Mulher disposta a servir e a anunciar a boa nova da Salvação. Maria representa o povo de Israel que espera o Libertador. Ela é jovem, virgem, cheia de graça e com uma fé parecida com a fé de Abraão. Sua figura inicia o povo novo de Deus. Maria é a primeira a dar o seu sim para que o projeto de Deus aconteça. Mulher de oração, que cultiva uma sadia vida interior. Ela guarda e medita os acontecimentos no coração (cf. Lc 2,19-52). É terra boa que acolhe a semente e faz produzir frutos. Por isso, Maria é também mulher missionária que abre caminho em meio às dificuldades.


João destaca a presença de Maria no início e no final do Evangelho. Ela é sempre chamada de ?Mãe de Jesus? e tratada como ?mulher?. Nas Bodas de Caná, Maria é mulher atenta às necessidades. Ela percebe a falta de vinho e toma providência. É mulher de iniciativa. Com essa atitude, Maria mostra que a Igreja precisa de pessoas com iniciativa, capazes de perceber as necessidades do povo e dispostas a fazer tudo o que Jesus mandar. No final do Evangelho, Maria aparece junto à cruz de Jesus. É mulher forte que fica de pé diante da cruz. Aí, Maria é confiada aos cuidados do discípulo e o discípulo confiado aos cuidados da mulher. Maria recebe a missão de ser a mãe da comunidade de Jesus, mãe de todos aqueles e aquelas que acolhem e vivem a Palavra de Deus. Maria é a Mãe de Jesus e a Mãe da Igreja.


Considerando os diferentes retratos de Maria descritos pelos evangelistas, nos perguntamos: qual foi o fio condutor, qual foi o ponto de unidade e de força na vida e missão da Mãe de Jesus?


Parece-me oportuno responder a esta pergunta com as palavras do Papa Francisco, quando ele afirma que o sim de Maria ?foi apenas o primeiro de muitos «sins» pronunciados no seu coração?. Maria disse o seu «sim» a Deus, um «sim» que transtornou a sua vida humilde de Nazaré, mas não foi o único; antes, foi apenas o primeiro de muitos «sins» pronunciados no seu coração tanto nos seus momentos felizes, como nos dolorosos? muitos «sins» que culminaram no «sim» ao pé da Cruz. (...) E eu me pergunto: sou um cristão ?soluçante? ou sou cristão sempre? Infelizmente, a cultura do provisório, do relativo penetra também na vivência da fé. Deus pede-nos para Lhe sermos fiéis, todos os dias, nas ações quotidianas?. E acrescenta: ?Mesmo se às vezes não Lhe somos fiéis, Ele é sempre fiel e, com a sua misericórdia, não se cansa de nos estender a mão para nos erguer e encorajar a retomar o caminho, a voltar para Ele e confessar-Lhe a nossa fraqueza a fim de que nos dê a sua força. E este é o caminho definitivo: sempre com o Senhor, mesmo com as nossas fraquezas, mesmo com os nossos pecados. Nunca podemos ir pela estrada do provisório. Isto nos destrói. A fé é a fidelidade definitiva, como a de Maria?. (Homilia do Papa Francisco na Santa Missa celebrada na Praça de São Pedro por ocasião da Jornada Mariana no Ano da Fé - outubro 2013).

Sejamos obedientes e acolhamos a Virgem Maria como nossa mestra. Ouçamos a sua voz e inspiremo-nos especialmente em seu testemunho de fé e de fidelidade, para sermos hoje, também nós, fiéis discípulos missionários/as de seu Filho, Jesus Cristo.

Dom Odelir José Magri, MCCJ

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