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Postado em 01 de Julho às 10h02

Julho: "Cristãos leigos e leigas, que brilhe a vossa luz!, por dom Odelir Magri

Mensagem (8)


“Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade”
“Vocês são o sal da terra… Vocês são a luz do mundo”
(Mt 5, 13-14).

Iniciamos na Igreja do Brasil, no domingo 26 de novembro de 2017, Solenidade de Cristo Rei, o Ano do Laicato, para comemorar “os 30 anos do Sínodo Ordinário sobre os Leigos (1987) e da Exortação Apostólica Christifideles Laici, de São João Paulo II, sobre a vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo” (Documentos da CNBB 105, nº 275i).

Inspirados no Evangelho para serem sal da terra e luz do mundo (Mt 5,13-14), os cristãos são a força geradora do bem que deve atingir todas as pessoas neste ano dedicado aos cristãos leigos e leigas. Pelo Batismo fomos banhados nas águas da graça, enxertados na vida de Jesus Cristo que veio ao mundo para salvar toda a humanidade. O batismo nos confere esse compromisso de vida para sermos todos sujeitos de transformação e fermento do Evangelho em toda a sociedade.

Por isso, louvo e bendigo a Deus pelos leigos e leigas, que vivem sua vocação e missão no interior da Igreja, nas comunidades, nas pastorais, grupos e movimentos, colaborando na organização e vivência da nossa missão evangelizadora, missionária, litúrgica, catequética, solidária e caritativa (cf. DAp nº 211).

Louvo também e bendigo a Deus pelos leigos e leigas que vivem sua vocação no mundo, no meio da sociedade, na família, no trabalho, na política, no movimento popular (em defesa dos direitos sociais, da natureza, da justiça e da paz), primeiro campo de ação dos que são chamados a ser leigos e leigas na Igreja, conforme afirma o Documento de Aparecida: “Sua missão própria e específica se realiza no mundo, de tal modo que, com seu testemunho e sua atividade, eles contribuam para a transformação das realidades e para a criação de estruturas justas segundo os critérios do Evangelho” (DAp, 210), sendo nesses ambientes sal da terra e luz do mundo como pede Jesus (cf. Mt 5, 13-14).

Neste Ano Nacional do Laicato, que coincide com a movimentação eleitoral em torno de eleições quase gerais no Brasil, o tema da participação dos leigos no campo político poderá ser retomado nas comunidades de todo o país. O documento 105 da CNBB recorda que “no mundo da política, sendo missão do cristão leigo direcionada de modo especial para a participação na construção da sociedade, segundo os critérios do Reino, três elementos são fundamentais: formação, espiritualidade e acompanhamento” (n. 263).

Para se chegar à realização desses princípios, a CNBB propõe uma série de iniciativas que precisariam ser tomadas pelas comunidades. Relembro aqui pelo menos três delas elencadas no n.263: A primeira seria aquela de estimular a participação dos leigos na política: “Há necessidade de romper o preconceito comum de que a política é coisa suja, e conscientizar os leigos e leigas de que ela é essencial para a transformação da sociedade”. A segunda iniciativa sugerida no documento é impulsionar os cristãos a construírem mecanismos de participação popular que contribuam com a democratização do Estado e com o fortalecimento do controle social e da gestão participativa. A terceira é incentivar e preparar os cristãos leigos e leigas a participarem dos partidos políticos e serem candidatos para o executivo e legislativo, contribuindo, deste modo, para a transformação social.

Renovemos, portanto, nosso compromisso de apoiar, ajudar, incentivar, dar espaço, valorizar, orientar os leigos e leigas na vivência de sua vocação e missão, de modo especial no que diz respeito à formação bíblica, catequética, litúrgica, moral, espiritual, política, afetiva, social, já que a formação é uma “mediação imprescindível para a vivência madura da fé” e contribui eficazmente para que “os cristãos leigos e leigas vivam o seguimento de Jesus Cristo e deem uma resposta do que significa ser cristão hoje” (Documentos da CNBB 105, nº 235).

Que todos os Santos Leigos e todas as Santas Leigas intercedam pelo êxito deste Ano do Laicato em nossa Diocese, para que produza abundantes frutos para o crescimento do Reino entre nós. Que brilhe a nossa luz como sinais de “uma Igreja em saída, peregrina, que entra na noite do povo, que é capaz de fazer-se próxima e companheira, mãe de coração aberto, para curar feridas e aquecer o coração” (CNBB 105, n. 170).

Dom Odelir José Magri, MCCJ

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