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Postado em 02 de Julho às 22h48

É tempo de Cuidar: Paróquia de Saudades intensifica trabalho permanente de apoio a migrantes durante a pandemia

Diocese (35)
Diocese de Chapecó/SC Desde o início deste ano (2020) começamos um trabalho de acolhida e amizade a todas as pessoas migrantes vindos das diferentes regiões do Brasil e de outros países (Venezuela e Haiti) que...

Desde o início deste ano (2020) começamos um trabalho de acolhida e amizade a todas as pessoas migrantes vindos das diferentes regiões do Brasil e de outros países (Venezuela e Haiti) que vão chegando à nossa cidade, aproximando-nos para conhecer sua realidade e as necessidades que apresentam. A Pastoral criou um plano de atividades e objetivos, mas nós nos vimos desafiados com a Pandemia do Covid 19 que atinge o mundo inteiro. 

O maior problema que percebemos, e que nossos próprios irmãos estrangeiros manifestaram, foi a preocupação pelo frio ao qual eles não são acostumados. Desde aí iniciamos uma trabalho social de arrecadação de roupas de inverno, cobertores, agasalhos, algumas camas, eletrodomésticos e móveis, que recebemos de doação dos paroquianos. Não temos um número atualizado ou um levantamento de migrantes que chegaram à cidade neste ano, mas sabemos que os primeiros que chegaram foram 5 haitianos em 2017 e 18 venezuelanos em 2019. Hoje tem aproximadamente de 500 estrangeiros na cidade, morando de 2 a 5 famílias por casa e, cada semana vão chegando mais e mais, com o objetivo de criar estabilidade, trabalho e futuro para os filhos.

A realidade na qual o mundo e nossa cidade se encontram diante da pandemia, é terrível, porque a vida se vê devastada e com perdas de familiares e amigos que faziam muito pela sociedade. Mas hoje mais do que nunca, nossa Fé nos mantém em pé e mobiliza a ir ao encontro de nosso próximo, que precisa de compaixão, cuidado e escuta. Sair de um país por causas políticas ou devastações naturais, não é fácil, é viver uma pandemia de violência, de preconceito, medo, isso nos mostra no depoimento de um migrante dizendo “essa pandemia do coronavírus, não é nada diante do que nós já vivemos, medo não temos, mais medo tínhamos quando nos perseguiam para matar ou bater, nós já sabemos como enfrentar essa pandemia, coisa que o resto da sociedade nem pensa como é, hoje nós somos mais fortes e Deus está conosco”.

Nossa atividade social não é somente melhorar a qualidade de vida, mas, sim melhorar a nossa escuta, não ter medo de conhecer o próximo, e romper nossos preconceitos com aqueles que acreditamos que são migrantes, e que em verdade são nossos Irmãos. Por que não temos visto maior Fé que aquela que eles carregam. 


Pastoral da Acolhida e Migrantes | Paróquia Sagrada Família, Saudades

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