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Postado em 07 de Fevereiro às 08h36

Conforto térmico nas Igrejas, o que fazer?

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Diocese de Chapecó/SC É muito desagradável participar de uma celebração num ambiente abafado, tendo que se abanar de tanto calor. Até hoje encontramos igrejas que são construídas a partir...


É muito desagradável participar de uma celebração num ambiente abafado, tendo que se abanar de tanto calor.

Até hoje encontramos igrejas que são construídas a partir de projetos vindos da Europa. Como lá o clima é outro e o projeto foi feito para aquele clima, não vai se adaptar nunca à nossa realidade de calor tropical. O resultado são igrejas abafadas, sem circulação de ar, um verdadeiro forno.

Outras vezes a comunidade constrói seu salão comunitário, igreja ou capela sem atentar para o conforto térmico, usam telhas que transmitem muito calor, com altura muito baixa, abrem poucas janelas, e depois de pronta se dão conta de que não dá para aguentar o calor e então enchem o local de ventiladores.

O melhor é pensar nisso antes de construir, durante o projeto. E já prever circulação natural e evitar o sol indesejado.

É muito comum termos que usar as telhas de cimento amianto para as coberturas de grandes vãos. Ao contrário da telha de barro, estas podem agir como verdadeiras estufas. Sabendo disso temos que elevar a altura da cobertura, prever saídas para o ar quente, maior circulação de ar no ambiente ou ainda forros isolantes.

Os vegetais são perfeitos condicionadores térmicos. As árvores durante o verão estão com as copas cheias, fazem boa sombra e barram os raios do sol no edifício. Os gramados deveriam ser preferidos em vez dos calçamentos, pois possuem menor temperatura em relação ao cimento ou à pedra e faz com que a massa de ar próxima ao edifício e que entra no espaço interior pela ventilação, tenha melhores condições térmicas e ajude a emitir menos energia radiante em direção às paredes.

Muito cuidado com o uso exagerado de vidro, eles também criam uma estufa dentro do ambiente. A abertura exagerada de vãos que receberão vidros posteriormente pode agravar o problema no lugar de ajudar.

O problema não é tão simples e tem muitas variáveis. Dependendo da região em que se vai construir, o problema se agrava. Mas não se pode esquecer de prever, já no projeto, a necessidade do conforto térmico, atentando para a orientação do sol, a ventilação natural, os materiais de construção, principalmente das paredes e cobertura e a vegetação do entorno.

Se todas estas orientações fossem levadas a sério não haveria a necessidade do uso de climatizadores, que aliás, poluem muito o espaço litúrgico e geralmente não resolvem o problema. 

 

Pe. Egídio Balbinot 

CODASEL - Comissão Diocesana de Arte Sacra e Espaço Litúrgico

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