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Postado em 07 de Fevereiro às 08h45

Cantar a liturgia do Sacramento da Penitência

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Diocese de Chapecó/SC “Reconciliai-vos com Deus.” (2Cor 5,20) Em nosso último artigo, escrevemos sobre cantar a liturgia do Sacramento da Ordem. Neste, aprofundamos sobre o cantar a liturgia do Sacramento da...

“Reconciliai-vos com Deus.” (2Cor 5,20)

Em nosso último artigo, escrevemos sobre cantar a liturgia do Sacramento da Ordem. Neste, aprofundamos sobre o cantar a liturgia do Sacramento da Penitência, recordando-nos de que Jesus Cristo, pela morte e ressurreição, tornou-se reconciliação entre Deus e os homens (cf. Rm 5,10). Este mistério da reconciliação, conforme a Sagrada Congregação para o Culto Divino, “foi sempre confiado à Igreja pelo Senhor, na pessoa dos Apóstolos (2Cor 5,18ss), e ela o realiza levando aos homens a boa nova da salvação e batizando-os na água e no Espírito Santo (cf. Mt 28,19)” (cf. Ritual da Penitência, p. 9).

Na celebração do Sacramento da Penitência, que é um sacramento de cura, nós nos reencontramos em nossa dignidade original de filhos e filhas amados de Deus, de nação de reconciliados com o amor misericordioso de Deus. Retomando o caminho da Vida, somos acompanhados pelo Espírito do Senhor e recobramos nossas forças para vencer o mal que acompanha a realidade humana e nos separa do Senhor. Por isso, na celebração desse sacramento cantamos a dor, o arrependimento do pecador que se distanciou da comunhão com Deus e quer retomar sua vivência batismal. Após a reconciliação, canta-se “louvor a Deus pelas maravilhas realizadas em favor do povo que adquiriu com o sangue de seu Filho” (cf. Ritual da Penitência, p. 22). Talvez esse seja o fundamento para muitos dizerem que a penitência é a irmã do batismo.

Para mergulhar nesse mistério, é primordial a boa preparação da celebração do Sacramento da Reconciliação. Há “diversos elementos que merecem nossa atenção: as pessoas, os ritos, o lugar, os ministros, o tempo e a música. A familiaridade com o Ritual da Penitência – com sua riqueza e diversidade de propostas de celebração, de textos bíblicos e de orações – é indispensável para uma boa preparação” (Frei Gabriel José de Lima Neto - OFM, Cantar a reconciliação, 2010).

Partindo do calendário litúrgico, temos um tempo privilegiado para a misericórdia que é a quaresma. Não que os outros tempos não o sejam, porque a misericórdia de Deus é eterna (Sl 136/135). Porém, o tempo quaresmal é mais oportuno para a celebração do sacramento, porque, desde a Quarta-Feira de Cinzas, ressoa o solene convite ao povo de Deus: “Fazei penitência e crede no Evangelho” (cf. Ritual da Penitência, n. 13). Assim, na escolha dos cantos para a Celebração do Sacramento da Reconciliação seja observado, portanto, o tempo litúrgico, a Palavra de Deus proclamada na qual ecoa o feliz convite à conversão, os ritos, a assembleia celebrante, a realidade da vida que vai sendo celebrada. Ou seja, os cantos precisam estar em sintonia com o que se está celebrando – contrição, confissão, misericórdia.

Desejosos de aproximar-nos da riqueza da celebração do Sacramento da Reconciliação e colher seus frutos durante toda a caminhada do ano litúrgico, reiteremos o zelo com a preparação desta celebração, pois se trata do “momento em que sentimos o abraço do Pai que mostra o caminho da conversão a Ele e convida a experimentar de novo a Sua proximidade” (cf. Papa Francisco, Carta Apostólica Misericordia Et Misera, n. 16). Porque “o amor vence tudo” (cf. 1Cor 13,7).

Pe. Francisco Xavier Buehrmann

Coordenação Diocesana da Liturgia

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