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Postado em 10 de Agosto de 2020 às 14h44

AS FAMÍLIAS CRISTÃS SÃO IGREJAS DOMÉSTICAS

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Diocese de Chapecó/SC Já ouvimos muito que “família é berço de vida e de fé”; sabemos que “família é o berço das vocações” e que “a primeira...

Já ouvimos muito que “família é berço de vida e de fé”; sabemos que “família é o berço das vocações” e que “a primeira catequese cristã acontece na família”. Pois bem. Teoricamente, tudo isso é correto. Podemos afirmar que este é um ideal a ser atingido. Sabemos que no mundo há um pouco de tudo, há famílias e há famílias...

Na sociedade de hoje em dia, mesmo nas comunidades católicas, há famílias que levam a sério sua vida cristã, cultivando a fé, a oração, a participação na igreja, o compromisso de viver o amor ao próximo, Elas realmente iniciam seus filhos na vida religiosa e de fé, desde bebês. Deus seja louvado por termos famílias assim! Mas... para sermos realistas, essas não são a maioria das famílias. Pois, na sociedade e nas comunidades há, quem sabe, uma maioria de famílias cuja vida está tão envolvida com negócios, compromissos, eventos sociais, passeios, viagens, reuniões e encontros com amigos e grupos, além das folgas na própria casa, que justificam para si mesmas que não têm tempo para oração, leitura e reflexão bíblica, e para a participação nas liturgias da comunidade cristã. Ou seja, não priorizam nem se esforçam por organizar o tempo e a vida para cultivar sua dimensão espiritual e religiosa.

Grande parte da vida humana acontece na casa e ali se desenvolve em boa medida na relação com as pessoas da própria família. Portanto, a vida em família não é apenas um habitat natural ou um espaço que a cultura de nosso mundo ocidental estabeleceu para ser vivido assim. Para nós, que temos uma visão de fé cristã, a família cristã precisa ser uma “igreja doméstica”, um espaço de Deus aqui na terra. Não um espaço ou instância ateia, desligada da religião e do cristianismo, isolada da comunidade cristã local e da Igreja, nem vivendo como qualquer uma, como os pagãos ou como as pessoas que não têm fé.

A vida na comunidade e a vida na família precisam ter uma interação muito intensa. Necessitam de laços muito fortes que unem uma à outra, fortalecendo-se mutuamente, uma complementando a outra. A celebração comunitária e as demais atividades da Igreja precisam ser densamente vividas e assumidas que ajudem a família em casa a sentir-se motivada para a oração, para a solidariedade, para posicionamentos coerentes com a sua fé, para o amor entre vizinhos e, sobretudo, com os segmentos sociais mais necessitados. E a vida cristã em família, fortalecida pelo diálogo amoroso, pelos momentos de oração e de espiritualidade, seja tão agradável e bonita que a família sinta a alegria de, pelo menos nos finais de semana, compartilhar sua vida cristã nos momentos celebrativos da sua comunidade de fé, junto com mais irmãos e irmãs.

Assim, a vida cristã é vivenciada no ser pessoal de cada qual e em diversos espaços e com grupos diferentes: a) na família, onde se desperta desde cedo para as coisas de Deus e o chamado que Ele nos faz; b) na comunidade cristã, onde se participa das celebrações, catequese, momentos organizativos, pastorais e festas – tudo importante para sermos mais fraternos/as entre nós e mais filhos/as de Deus; c) no dia a dia da vida social, onde damos testemunho, nas palavras que pronunciamos e nas atitudes que assumimos, de que somos guiados pela Palavra e pela presença de Deus em nossa vida.

Portanto, sejamos “igreja doméstica”, Igreja da casa e das casas que remete para a comunidade, e que a comunidade nos desafie mais e mais a vivermos de fato a fé como famílias cristãs!

Pe. Ivo Pedro Oro | São Miguel do Oeste

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