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Postado em 29 de Março às 17h06

Abertura do Centenário de Dom josé Gomes

Destaque (82)
Diocese de Chapecó/SC Dom José Gomes, nasceu em 25 de março de 1921, em Erechim-RS, e foi ordenado padre em 1947. No ano de 1968, tornou-se bispo na Diocese de Chapecó, onde assumiu dia 28 de outubro e exerceu seu...

Dom José Gomes, nasceu em 25 de março de 1921, em Erechim-RS, e foi ordenado padre em 1947. No ano de 1968, tornou-se bispo na Diocese de Chapecó, onde assumiu dia 28 de outubro e exerceu seu serviço por 30 anos.

No dia 25 de março, dia em que Dom José Gomes completaria 100 anos, foi realizada na Catedral Santo Antônio, uma celebração de abertura alusiva ao seu centenário, e em homenagem à sua vida, ao seu trabalho e à sua missão. Por razão da Covid-19, a celebração foi transmitida ao vivo para que os fiéis pudessem participar deste rico e emocionante momento no conforto e na segurança de suas casas. O Coletivo Juventude Canta Dom José também participou da live ao vivo, para animar a celebração.

Para comemorar a vida deste homem tão marcante para a nossa Diocese, foram elaboradas várias atividades para o seu centenário


Atividades comemorativas do Centenário de Dom José Gomes:

- Jornal Diocesano: todo o mês, na página 03, abordar-se-á a história e o testemunho de Dom José Gomes, com imagens e trechos de homilias.
- Reedição do livro: “ Dom José Gomes Mestre e Aprendiz do Povo”.
- Selo comemorativo de seu centenário.
- Nos folhetos litúrgicos, a partir de abril, no 4º domingo de cada mês, será mencionado sobre a vida de Dom José, nas preces, na recordação da vida ou trechos na homilia.
- Será elaborado o Memorial de Dom José Gomes. Este Memorial estará exposto na sala anexa à catedral e também será itinerante. Para isso, será organizado, por Região Pastoral, um cronograma no qual o Memorial itinerante irá percorrer pelas paróquias, onde também será celebrada missa, um encontro, visitações de lideranças, momento formativo, exposição das fotos e de alguns objetos que fizeram parte do dia a dia de Dom José.
Nesta caminhada de celebrar o Centenário de Dom José estará também o Instituto Dom José Gomes, que enriquecerá esta comemoração, celebrando junto todos os momentos e promovendo vários outros, que trazem à tona a vida de Dom José Gomes. Está previsto também um filme sobre Dom José, partilhas de poesias, entre outros.

Em razão da covid-19, as datas destas atividades ainda serão definidas.

 

Memorial de Dom José, por quê?

Não será certamente por saudosismo. O saudosismo seria até compreensível, se tudo o que “se tem dele”, não existisse mais! Tudo se acabou! Só nos resta a saudade. Temos de reconhecer que existem pessoas que se “alimentam” de saudades. Podem satisfazer-se, “matando” a saudade. São pessoas cujo caminho de “encontro” com D. José, parece ser muito superficial e iniciante. Não será o nosso caso. O porquê da memória, está muito mais ligado a determinados valores que queremos manter e sustentar, cuja visibilização estava muito viva “nele”! Não podemos perder essa sacramentalidade, viva em sua pessoa.

E o que transpareceu de valores em seu testemunho de vida nos fará muito bem a todos nós, ainda hoje. Neste sentido, queremos fazer memória para “ressuscitar” esses valores evangélicos e perenes, em nossa vivência atual e, se possível, fazer nascer esses mesmos valores na vivência da sociedade. De modo especial, nos dirigimos aos nossos irmãos batizados em nome do mesmo Espírito de Cristo, que sustentou a vida e a opção de D. José. O Memorial deverá ser um “mergulho” em profundidade, para dentro do mistério espiritual, onde D. José buscou as forças para clarear sua opção e sustentá-la durante a vida. É nosso dever construir esses valores originários que não são certamente encontrados nas “simples peças” do Memorial.

A memória tem um sentido muito mais profundo para nós. Ela é uma mensagem e uma fala profética. Não será preciso, pois, enaltecer a “sua pessoa”! Apenas será necessário proclamar que “em sua pessoa” esses valores, por ele conquistados, são o mais belo e profundo sinal da verdadeira e real OPÇÃO PREFERENCIAL DOS POBRES. A opção é PREFERENCIAL, porque ela tem um começo; portanto, um real início exclusivamente experimentado na vida pessoal de D. José. Essa OPÇÃO é a legítima VOCAÇÃO (chamamento), que tem origem e se desenvolve a partir do “sinal de Deus”. É a voz de Deus em D. José que deu o “comando” e a energia sempre alimentada, para manter em andamento a fidelidade na opção.

D. José não veio de uma família “pobre”! Supostamente sua OPÇÃO PREFERENCIAL lhe seria “quase natural”! Se ele não tivesse dado atenção aos SINAIS do seu chamado, e, se tivesse seguido o curso normal dos de sua família, certamente não teria surgido esse belo sinal sacramental em sua vida.

A sua opção preferencial, clareada ao longo da vida, não lhe foi uma decisão fácil e como que “natural”. Foi realmente uma opção, no sentido de escolha consciente, entre duas direções! O Espírito Santo lhe mostrou uma “encruzilhada”. A sua “riqueza de Espírito” – essa sim, transmitida vivencialmente pela família - é que lhe ajudou nessa opção tipicamente evangélica, de escolher onde e com quem “gastar” sua vida. E isso não foi uma escolha “teórica”. Não foi uma opção “funcional”, simplesmente por ocupar a “função” de Bispo, num tempo de Concílio.

Originariamente, essa opção vinha alimentada pelo Espírito. O mesmo Espírito que sustentou a vida de D. José - também ela marcada pela fragilidade humana -, hoje nós queremos “visualizar”, de alguma forma, pelo Memorial. Precisamos ter o máximo cuidado para, pelo menos, apontar para essa realidade profunda. Eu diria que as “peças” que vão para o Memorial e tudo o que ali for visualizado não podem dar-nos a impressão de uma “realidade simplista” e até fantasiosa! Uma espécie de “folclore” sobre D. José. É preciso mergulhar na profundidade e intimidade com Deus e seu Espírito e procurar apontar elementos espirituais e práticas de vida que lhe deram forças. D. José sofreu! E, pela minha experiência com ele, sofreu calado; mas com altivez e esperança! Nunca duvidou de suas opções!

Nós admiramos as “opções preferenciais” de D. José e seus inúmeros testemunhos. Poucas vezes captamos os sofrimentos que essas opções lhe custaram! E as nossas opções, onde e em que se sustentam? Que tipo de opções fazemos? Se elas não estiverem “ancoradas” na profundidade do Mistério do Espírito, somos apenas um “címbalo que retine”! O perigo de nossa falação e admiração ser apenas uma bela teoria. Uma “coisa bonita” e admirável nos outros!

Pe. Alcido L. Kunzler 

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